blog de expressão criativa pra exorcizar a palavra e a loucura, seta lançada ao infinito particular do sentido
quinta-feira, 9 de junho de 2011
antes de fazer anos
Sigo sendo imatura, serei sempre a adolescente rebelde, a criança medrosa, a jovem esquiva, jamais eu mesma diante de mim no agora. Solidão eterna companheira dando -me um beijo na boca do estômago, doloroso como um soco. Irremediável distância, ilhas comunicantes, a fusão completa no sexo apenas, talvez, em segundos imóveis, calados, eternos? O capacete do silêncio da insana senhora moralista, volto a desejá-lo. Os dentes branquíssimos do menino Solar. Para COMUMnicar. Estou sã agora. Que o tempo me devora.
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