quinta-feira, 9 de junho de 2011

antes de fazer anos

Sigo sendo imatura, serei sempre a adolescente rebelde, a criança medrosa, a jovem esquiva, jamais eu mesma diante de mim no agora. Solidão eterna companheira dando -me um beijo na boca do estômago, doloroso como um soco. Irremediável distância, ilhas comunicantes, a fusão completa no sexo apenas, talvez, em segundos imóveis, calados, eternos? O capacete do silêncio da insana senhora moralista, volto a desejá-lo. Os dentes branquíssimos do menino Solar. Para COMUMnicar. Estou sã agora. Que o tempo me devora.

domingo, 15 de maio de 2011

Palavreando

Já desejei evanescer, levitar, depois mergulhei no úmido mais profundo da  terra, cansada de querer compreender. Me dissolvi no trivial, aos poucos desapareci,  no bom dia , na má noite, no caminhar lento sob o sol sob o efeito devastador de um tarja preta. Loucura, escravidão, eu nunca conheci, espreitaram-me mas fugi. Lambi a língua de um cão chamado Don Juan, frente a frente, olhos nos olhos, foi a comunicação mais completa que consegui.